sábado, janeiro 31, 2009

Quem Quer Ser um Milionário?


Um filme precisa levar a platéia junto com imagem, som e movimento do início ao fim. O cinéfilo precisa torcer, vibrar e sofrer com os personagens. Com 15 minutos de projeção, o espectador deve se sentir parte do filme... Admito que esse parágrafo traz elementos que procuro numa sala de cinema, mas alguns filmes trazem aquela perguntinha básica de volta martelando na cabeça: Afinal, o que é cinema?

Para mim, cinema precisa ter emoção. E isso não é sinônimo necessariamente de lágrimas. Emoção é viver uma experiência arrebatadora capaz de transportar você e eu para uma dimensão que só existe do lado de lá da tela. É esquecer completamente da realidade e... sonhar. O filme pode ser inspirado em fatos reais, baseado numa obra de ficção ou fruto de uma idéia original. Pode ser um épico grandioso. Ou pode ser uma produção boa, bonita e barata. Não importa. Mas emoção é fundamental. Emoção no vocabulário cinéfilo quer dizer magia. E se você gosta de cinema, sabe bem o que quero dizer. Há magia na cena do vôo da bicicleta, de E.T. - O Extraterrestre. Ou na cena de Gene Kelly Cantando na Chuva. E existe magia pra dar e vender no grande filme que resgata o talento do diretor britânico Danny Boyle: Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, 2008).

Mas por onde andava essa energia de Danny Boyle? A contribuição artística deste diretor sempre esteve focada em uma câmera de mão captando imagem e som com muita velocidade e fúria. Sua visão de um mundo desconcertante, caótico, com personagens dignos vivendo de forma indigna e tentando sobreviver e resistir às tentações à margem de uma sociedade corrompida foi apresentada em meados da década de 90 com os cults
Cova Rasa e Trainspotting, que revelaram o ator escocês Ewan McGregor. De lá para cá, no entanto, o próprio Boyle precisou conquistar a máquina hollywoodiana e, claro, o grande público. Com isso, seu estilo visual impregnado nas entranhas da narrativa de seus filmes ficou cada vez mais diluído em produções de encher os olhos, mas que em algum momento se perdiam na ambição dos estúdios. Ou do próprio diretor deslumbrado com o que podia fazer com mais dinheiro no bolso. Não sei bem como foi. Mas o que importa é que Danny Boyle está de volta. Bastou se apaixonar pelo projeto perfeito e agarrar a oportunidade com unhas e dentes.

Em Quem Quer Ser um Milionário?, Boyle acredita no destino. Antes de qualquer coisa, o filme é sobre o destino. Sim, é uma história de amor, mas desenhada desde os tempos de infância pobre do protagonista Jamal Malik nas favelas da Índia. Sempre acompanhado do irmão ganancioso Salim. O caminho dos dois se cruza com o da menina Latika. E o que esse trio passa e sofre até se encontrar novamente aos 20 e poucos anos só merece um final revigorante. Acredite: Você vai sofrer junto com o pequeno Jamal (interpretado em duas fases pelos meninos Ayush Mahesh Khedekar e Tanay Hemant Chheda respectivamente) e o jovem Jamal (o carismático Dev Patel, que merece um belo futuro no cinema) até chegar aos extraordinários minutos finais, quando terá vontade de chorar - uma vontade que será quebrada logo depois com a vontade incontrolável de aplaudir durantes os créditos finais.

Mas para falar de Quem Quer Ser um Milionário?, preciso revelar meus problemas com flashbacks, que, pensou eu, são geralmente recursos gratuitos que surgem para salvar uma história em seus momentos capengas, que ajudam, principalmente, a desenvolver personagens. Mas é claro que existem exceções e Danny Boyle mostra como o flashback deve ser utilizado na narrativa. O truque está todo na sala de edição e, claro, no roteiro. Tudo faz sentido na história de Jamal, que começa o filme numa versão indiana do programa Who Wants To Be a Millionaire?

Mas por que ele está ali? Como ele sabe todas as respostas? Os flashbacks cortam a situação para explicar com simples detalhes. São símbolos, cenas ou palavras do passado que farão a platéia compreender o jovem Jamal diante das câmeras do programa de TV. A verdade é que sem um bom diretor contador de histórias, o ótimo roteiro de Simon Beaufoy - adaptado do livro Q&A, de Vikas Swarup - estaria destinado ao fracasso. A trama atravessa, pelo menos, duas décadas da vida de Jamal, mas Danny Boyle jamais perde a concentração, o fôlego e consegue montar seu filme de maneira perfeita. Como um craque, Boyle ainda tem tempo para mostrar a Índia ao lado ocidental do mundo como ela nunca foi vista antes. Vamos do lado pobre ao lado rico num piscar de olhos. E você estará tão atento à história de Jamal, que talvez nem perceba esses detalhes vendo o filme apenas uma vez. São detalhes convincentes que revelam, inclusive, características sociais e culturais de um povo. Por essas e outras razões que não cabem aqui, Quem Quer Ser um Milionário? é para ser visto e revisto.

Feito com coração, honestidade e generosidade, Quem Quer Ser um Milionário? é um filme inesquecível. Feito por quem entende os valores básicos da linguagem cinematográfica. Feito por quem entende que o cinema deve ser "de arte" e também "comercial". Feito por quem não tem medo de ser imperfeito e seguir em frente. Feito por quem não conhece fronteiras na sétima arte, afinal Danny Boyle viu ou não viu Cidade de Deus, de Fernando Meirelles? Pois então repare na seqüência das crianças correndo - filmada de forma estupenda por Boyle.

Outro aspecto importante é constatar que finalmente o mundo vira os olhos para um filme da era globalizada. Demorou, mas as produções de língua inglesa estão analisando o restante do planeta, assim como as qualidades do cinema mundial. Aos poucos, vimos filmes pesados como Babel ou Cartas de Iwo Jima, mas é a sensibilidade e a emoção universais de Quem Quer Ser um Milionário? que abrirão as portas para um novo cinema que abraça e, mais do que tudo, respeita o próximo.

Acho que foi o grande diretor Billy Wilder que disse certa vez que um filme precisa fechar com um grande final. Se a platéia se emocionar com um final extraordinário, ela esquecerá ou perdoará as falhas anteriores. É algo assim. Danny Boyle sabe disso e entregou um final que amarra todas as passagens de Quem Quer Ser um Milionário? com sua crença no destino. Não falo dos créditos finais, com a canção Jai Ho - não adianta fazer força, pois você sairá cantando do cinema -, mas de toda a seqüência final na estação de trem, com os flashes da memória de Jamal lembrando do que ele passou para chegar até ali em seu momento de glória pessoal. Isso é cinema, meus amigos. Música - e que música esperta, original e empolgante do indiano A.R. Rahman -, imagem, montagem e som contando uma bela história.

É um filme mágico, que fará você sofrer e torcer com a saga de Jamal Malik, que começa literalmente na merda e termina num musical de Bollywood. Tenha calma, pois tudo valerá a pena no final de gênio orquestrado por Danny Boyle. Mas não falo de reviravoltas ou em finais surpreendentes - são simplesmente minutos que fazem valer a pena ir ao cinema. É para chorar, levantar da cadeira e aplaudir a celebração da vitória do amor, que é bonito, espontâneo, edificante, mas ao mesmo tempo brega ou cafona. Quando se está apaixonado, nada mais importa. Então, não tenha vergonha de aplaudir na frente de todos, porque o filme merece. É de tirar o fôlego.

Quem Quer Ser um Milionário?
(Slumdog Millionaire, 2008)
Direção: Danny Boyle
Roteiro: Simon Beaufoy (Baseado no livro Q&A, de Vikas Swarup)
Elenco: Dev Patel, Irrfan Khan, Anil Kapoor, Madhur Mittal, Freida Pinto, Ayush Mahesh Khedekar e Tanay Hemant Chheda

20 Comments:

At 6:16 PM, janeiro 31, 2009, Anonymous Denis Torres said...

Vc aplaudiu ao final da sessão?

 
At 6:31 PM, janeiro 31, 2009, Blogger Johnny Strangelove said...

Amigo, não dá para negar que o filme é bom, que é envolvente e que consegue conquistar uma parcela do publico.

Mas ao mesmo tempo, não é daquele tipo de filme que merece vanglorização, já que a propria história prende, mas o jeito de Boyle não desce em quase nenhum momento. A sequencia do trem é realmente estupenda, principalmente de trás pra frente.

E sem duvida é o filme mais fraco desses que foram para o Oscar. E curiosamente, sempre vejo gente dizendo que ele é o Juno do ano por ser independente, mas acho que a diferença entre Slumdog Millionaire, Juno, Pequena Miss Sunshine e Napoleon Dynamite é que os três ultimos são ótimos e inquestionaveis ... e Slumdog não.

Quer ver um filme que é bem mais simples e bem melhor, procure ver um chamado Akeelah and The Bee, onde aqui se chama Prova de Fogo ...

Abraços amigo.

PS: Jai Ho é uma das coisas mais pavorosas que já ouvi ... minha nossa ...

 
At 7:57 PM, janeiro 31, 2009, Anonymous Jorge Ibanez said...

5 estrelas? Vc tá louco?

 
At 9:24 PM, janeiro 31, 2009, Blogger Yuri Dias said...

O filme é realmente bom, gostei bastante, só acho que estão fazendo muito em volta dele - vide o SAG Awards de melhor elenco - mas sua qualidade é inegável. Dei nota 9/10.

 
At 9:28 PM, janeiro 31, 2009, Anonymous Kamila said...

Uma ótima crítica! Me deixou bem ansiosa para conferir este filme! :-)

Beijos!

 
At 10:52 PM, janeiro 31, 2009, Anonymous Anônimo said...

Vc aplaudiu ao final da sessão? [2]

Como voce é tendencioso!

 
At 8:50 AM, fevereiro 01, 2009, Blogger Hélio said...

Bom, ja deixei claro o que penso desse filme em meu blog.

E longe de mim querer determinar o que faz emocionar, o que é uma "experiencia arrebatadora". Mas dizer que o filme foi feito por quem entende os valores basicos da linguagem cinematografia? Se vc falasse em linguagem televisiva, tudo bem.

A ideia de destino vendida ao final, me parece o pretexto ideal para a preguiça do roteiro, que sequer dá uma solução criativa para a resposta a ultima pergunta (que é cretina e obvia por si só, desde a metade do filme).

E essa ideia de filme globalizado me parece a desculpa ideal para vender a miseria alheia, mas aí a questao ja é bem mais complexa. Acho um lixo de filme, seu sucesso lamentavel.

De qualquer forma, que bom que se emocionou e perdeu o folego. É terrivel ver um filme e nao sentir isso. Infelizmente nao foi pra mim.

Abraços!

 
At 1:18 PM, fevereiro 01, 2009, Blogger Otavio Almeida said...

Denis, veja o filme e depois me diga o que achou. Abs!

Johnny, mas vc deu nota boa lá no seu blog, não entendi... Bom, mas eu só vi BENJAMIN BUTTON e SLUMDOG, até agora, entre os indicados a Melhor Filme. E, pra mim, o Globo de Ouro, o Critics' Choice, o Sindicato dos Produtores, dos Diretores, e dos atores, acertaram. Desta vez, concordo com eles. Abs!

Jorge, sou louco pelo filme. Abs!

Yuri, entre os indicados a Melhor Filme, só vi SLUMDOG, que está ganhando todos os prêmios, e BENJAMIN BUTTON. Entre os dois, fico com SLUMDOG. Disparado! Mas ainda não vi os outros 3 filmes indicados... Abs!

Kamila, obrigado! Acho que você vai gostar do filme. Bjs!

Hélio, você odiou o filme? Eu odiei 10.000 AC. e JUMPER. Para mim, os piores de 2008. Abs!

 
At 2:27 PM, fevereiro 01, 2009, Blogger Kau Oliveira said...

Otavio, eu achei o filme maravilhoso!! E sabe o que é muito interessante? Vai dizer que não é extremamente clichê, o roteiro?! Aqui é que entra a genialidade de Boyle que contorna tudo de clichê e piegas que poderia ter. Como eu disse no meu texto, uma das direções mais lindas que vi nos últimos anos.

Abraços!

 
At 9:24 PM, fevereiro 01, 2009, Anonymous Denis Torres said...

Otávio, acabei de assistir SM e dou para ele no máximo 3 estrelas. Tem uma direção e edição esperta, mas nada mais do que isso!Desculpe, pois mais que eu queira acreditar na magia do cinema não dá pra levar muito à sério um filme que termina desse jeito, deixando tudo pro pro destino decidir (it is written). Talvez eu seja muito amargo, talvez não acredite mais nessa história de amor perfeito ou sei lá, mas me parece um roteiro cuidadosamente planejado para agradar o público. Na minha opinião esse filme não deveria nem estar entre os 5 melhores e olha que Gran Torino, que não teve nenhuma indicação, sem muito esforço consegue colocá-lo pra escanteio. Sinceramente não entendi o motivo de tanta badalação em cima dessa história, tão banal e corriqueira. Olha, o show do milhão do Sílvio Santos fazia o mesmo na época e sem muito barulho. Abs.

 
At 9:31 PM, fevereiro 01, 2009, Blogger Otavio Almeida said...

Kau, concordo! Eu acho que ainda há espaço para filmes assim. Abs!

Denis, não concordo! Acho que você ficou chateado com teu time hoje. Abs!

 
At 10:53 PM, fevereiro 01, 2009, Blogger Johnny Strangelove said...

Assim, como filme, ele ainda tem pontos positivos, mas infelizmente esperava e muito desse filme. Sai frustrado e ainda vi 3 vezes para saber se estava enganado ou não ... pena ...


abraços amigo

 
At 1:45 AM, fevereiro 02, 2009, Anonymous Denis Torres said...

Otávio, ainda bem que eu vi o filme antes do jogo, senão não dava nem 2 estrelas, hehe. Abs!

 
At 11:26 AM, fevereiro 02, 2009, Blogger Otavio Almeida said...

Johnny, entendo você! É assim mesmo, cara! E viva o cinema! Abs!

Denis, você gosta é de MILK. Abs!

 
At 12:01 PM, fevereiro 02, 2009, Anonymous Denis Torres said...

Otávio, conto com sua presença para assistirmos Milk. Bastante leitinho pra todo mundo. Abs.

 
At 6:24 PM, fevereiro 02, 2009, Anonymous Vinícius P. said...

Na verdade já tinha lido a crítica, mas esperei até ver "The Reader" para fazer um panorama do Oscar até agora. Para mim é um ótimo filme, mas fica muito aquém daquilo que podemos esperar para um "best picture" do Oscar. Só falta ver "Milk", mas "Dúvida" foi outro que me decepcionou levemente. Por enquanto, minha seleção (na preferência) seria 1. "WALL-E"; 2. "The Dark Knight"; 3. "Slumdog Millionaire"; 4. "The Wrestler"; 5. "Frost/Nixon". "Button" e "The Reader" não mereceram a indicação na minha opinião.

Quanto a "Slumdog Millionaire", você já deve saber que concordo plenamente com seus comentários!

 
At 7:26 PM, fevereiro 02, 2009, Blogger Otavio Almeida said...

Got milk, Denis?

Vinicius, que bom que alguém concorda comigo! O Kau tb gosta de SLUMDOG. E o Yuri. O Anônimo também, mas ele não quer admitir. Bom, a lista de indicados, para mim, deveria ser: "THE DARK KNIGHT"; "WALL-E"; "SLUMDOG MILLIONAIRE"; "THE WRESTLER"; e "GRAN TORINO". Ainda não vi MILK, THE READER, DOUBT, nem FROST/NIXON.

Abs!

 
At 10:50 PM, fevereiro 21, 2009, Blogger Pedro Henrique said...

Otávio, acabei de sair da pré, ainda não sei o que dizer. Vi também O Lutador, é fantástico. Depois comento sobre os dois com calma.

Abraço!!

 
At 6:59 PM, fevereiro 28, 2009, Blogger Poetrica said...

Otavito,

Vi o filme do Slummdog agora. E quer saber? Nunca vi nada tão ruim, previsível, chato, "trendy", pretensioso, e por isso mesmo, tão merecedor de Oscars. Eu sei que é chato, eu vivo falando todos os anos que os filmes ganhadores de Oscar são idotas, de baixíssima qualidade artística, com pouco cinema envolvido, e sigo os vendo, e sigo os criticando, o que me torna, assim, enfadonho e chato como o próprio Oscar.
Eu sei. Mas quando eu começo a ver uma histeria em torno de um filme, um frisson, com gente falando que um filme "inependente" ou "low budget" está fazendo a cabeça da academia , eu mesmo tenho um flash back e me encho de descrédito. Não que eu queira ser o sabichão, como os anônimos tarados que as vezes vejo por aqui no seu blog, mas porque eu amo cinema. E você sabe disso. E detesto gente pretensiosa. Detesto um punhado de gente colocando o bom e velho cinemão numa embalagem "fancy" ou "trendy", para dizer: "Olha, Hollywood está se dobrando ao mundo globalizado", ou "OLha, Hollywood gosta de pobrinhos dançando". Não!!!
Hollywood gosta de uma única coisa: Money. Hollywood sabe quando se esgotam as possibilidades de entretenimento e sabe espertamente identificar tendências engraçadinhas, independentes. Lembra da menininha de óculos grandes? Lembra de Juno? Isso porque Hollywood se arvora o papel de triturar a cultura das massas para que a intelectualidade de Los Angeles (!)se sinta up to date.
Isso não significa que Cannes tampouco escape da máquina de triturar, se bem que o Gus Van Sant de Elephant premiado em Cannes há alguns anos não é o mesmo de Milk - afinal, é preciso fazer caixa para ser um grande cineasta e finalmente entregar doces finos para quem apreceia. Nesse sentido, a Berlinale segue sendo o prêmio mais fiel ao Cinema.
Mas Hollywood é demais. Me senti um idiota vendo o slummdog. O filme tem todos, todos os cacoetes de filme ruim e previsível feito para chorar, seja em Bollywood ou no Walter Salles. O filme é ruim, fraco, e o pior, tenta vender uma embalagem de filme independente, como se ele também dissesse: cheguei ao topo apesar do meu passado ferrado. E o pior; consegue! Ganha o Oscar de melhor filme, melhor pipoca e melhor almofada! Faz esses babacas da era pós crise de subprime saírem dançando do cinema, cheios de cocô na cara, como aquele menininho do começo. Aliás, o filme para mim é isso: um filme empanado em cocô, para chamar a atenção dos culposos espectadores da era pós bush. Eu ainda ficava com o Button, que faz também um pastiche da literatura americana, mas ao menos tem um delicadíssimo trabalho de ator com o Bradd Pinto.
Aquela música e dança no final é o FIM! Cara, vamos ao cinema de verdade? Cade Hitchcock? Cade Revolutionary Road?
Lamentável, mas Hollywood continua o mesmo. E o ano que vem tem mais Clint Eastwood!!!!!

 
At 12:33 AM, abril 04, 2009, Anonymous Anônimo said...

Olá pessoal, eu como alguns aqui, só achei o filme bom. Começa muito bem e do meio para o final se transforma em um enorme melodrama.
Fraco demais para melhor filme. Quero deixar claro que não sou contra à redenção através do amor romântico, só não acredito nisso como única solução, mas se for inevitável, que seja menos obvia e gratuita. Estou realmente intrigada, quero saber qual é a real intenção deste prêmio.
A história é muito bonitinha, mas pouco profunda, e ao final do filme não sobra nada. Decepção total para um filme tão badalado.

 

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