domingo, fevereiro 17, 2008

Sangue Negro


No final do século XIX, o prospector Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) descobriu um poço de petróleo e se tornou um magnata do ramo. Ele não tinha nada e ganhou tudo. Plainview é a personificação do tradicional sonho americano. Mas você jamais viu o cinema fazer uma análise deste sonho como em Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007). O diretor e roteirista Paul Thomas Anderson olha para o passado para falar dos dias de hoje, quando o governo de George W. Bush quer tudo e, para isso, passa por cima de todos para alcançar seus objetivos.

Em suas dimensões, Sangue Negro é um épico do calibre de Assim Caminha a Humanidade. É sobre empreendedorismo, progresso, evolução. Andam comparando Daniel Plainview a Charles Foster Kane, o protagonista de Orson Welles no clássico Cidadão Kane. Ambos têm tudo, mas possuem um vazio na alma. O poder arrasta suas almas para o isolamento, a solidão. Mas as comparações param aqui. Plainview jamais se arrepende como Kane. Também comparam seu estilo com o de Terrence Malick pela ligação de tudo o que vemos, incluindo os personagens, com a terra, o ambiente. Ou Stanley Kubrick, pelo uso de imagem, silêncio, som e música de forma tão visceral e assustadora como não vemos desde... De Olhos Bem Fechados.

É lógico que Paul Thomas Anderson é um estudioso da sétima arte e que deve ter visto filmes de Orson Welles, Terrence Malick e Stanley Kubrick para filmar Sangue Negro. Mas seria uma injustiça com esses quatro diretores dizer que seus estilos são os mesmos. Sangue Negro pode lembrar épicos e clássicos de Hollywood, mas é uma produção nova, moderna e original. É um filme a ser estudado quadro a quadro nos próximos anos. Independentemente das influências de Welles, Malick e Kubrick.

Sangue Negro também é um filme sobre como o ódio, a fúria e o medo de perder o poder podem funcionar como aliados do homem na realização de seus objetivos. Por mais pessimista que isso pareça, Paul Thomas Anderson faz uma análise profunda de um personagem que pode ser a síntese da América atual.

E essa idéia já começa nos 10 minutos iniciais (mais ou menos isso), que mostram como Plainview descobre petróleo. Não temos diálogos. Só imagens, ruídos, a trilha assustadora de Jonny Greenwood, da banda Radiohead, e a esplêndida fotografia de Robert Elswit. Numa de suas descidas ao poço, Plainview machuca a perna, mas não dá a mínima. Na seqüência seguinte, descobrimos que nada importa em sua vida, além do sucesso. E talvez mais do que isso, ele queira que seus concorrentes não alcancem o mesmo sucesso.

É uma seqüência muito bem filmada por Anderson, que talvez impressione mais do que os vários longos planos em profundidade. Já milionário, Plainview faz um discurso para uma população. Ele avisa que pode levar progresso a essa cidade. Só precisam deixar que Plainview trabalhe a perfuração de petróleo no local, afinal ele afirma ter as melhores condições para isso, etc. A câmera de Anderson focaliza apenas Plainview e não revela sua platéia. No próximo corte, com a câmera mais recuada, vemos seu filho adotivo ao seu lado. No corte seguinte, temos a dimensão da sala com a câmera posicionada atrás da platéia atenta ao discurso de Plainview. É a dimensão do poder do protagonista em um simples trabalho de montagem. Todos estão ligados nas propostas do homem mais poderoso da região.


A partir deste momento, Sangue Negro também é revelado como um filme que discute a religião. É a entrada em cena do pastor Eli Sunday (um extraordinário Paul Dano), que só não engana Plainview, afinal o protagonista de Paul Thomas Anderson sabe como atrair a atenção das pessoas com um simples discurso para encher seus bolsos de dinheiro.

Pensando assim, Sangue Negro talvez discuta todas as formas de poder e como o rico fica mais rico, enquanto o pobre... bem, você sabe. Anderson estuda poder, dinheiro, riqueza, monopólio, religião protestante - vertentes que movem os EUA desde sempre. E como Bush, Plainview talvez não queira nadar em rios de dinheiro. O que importa é o poder, o status e sair na frente de seus concorrentes.

Se Sangue Negro não é um filme político sobre como Anderson vê a América de Bush, que quer tudo, mas não tem o respeito e o amor de ninguém, eu ainda não sei dizer sobre o que significa esta feroz e poderosa adaptação livre de Oil!, de Upton Sinclair. Se o diretor mudou seu estilo revelado em Magnólia e Boogie Nights, que por sinal não sou muito fã, ele o fez em função da história que queria contar. Anderson continua crítico em relação aos EUA. Desta vez, ele não olha para uma sociedade, mas para um personagem que pode representar uma nação. Doa a quem doer.

Numa atuação sobrenatural, Daniel Day-Lewis permite que o Daniel Plainview de Paul Thomas Anderson seja (desde já) um dos personagens mais fascinantes, assustadores e misteriosos do cinema. Talvez Plainview até ame o filho, mas esteja cego demais para admitir. Ou talvez ele queira encontrar alguém que pense da mesma forma. Ou Plainview é simplesmente um monstro. Entendê-lo é um enigma.

A seqüência final do milkshake, que irrita muita gente, impressiona e consolida essa imagem. Eu achei sensacional. É um show do ator. Além disso, a seqüência pode representar que todos perdem. O ambiente ganha. Saímos da terra e voltamos para ela. É um momento que pode até provar que Sangue Negro não é um filme perfeito. Ou que Paul Thomas Anderson concluiu uma obra-prima de nossa época. Mas uma coisa fica certa: Sangue Negro não permite uma única leitura. É preciso voltar às suas páginas por duas, três ou vinte vezes para (acredito eu) descobrir todos os seus segredos. Ao menos, os grandes filmes são assim. E eu aposto minhas fichas nele.

Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007)
Direção: Paul Thomas Anderson
Roteiro: Paul Thomas Anderson (Adaptado do livro Oil!, de Upton Sinclair)
Elenco: Daniel Day-Lewis, Paul Dano, Kevin J. O'Connor, Dillon Freasier, Ciarán Hinds e David Willis

26 Comments:

At 2:58 PM, fevereiro 17, 2008, Blogger Museu do Cinema said...

Isso significa um rendimento ao talento de PTA?

Apesar de discordar de muitos pontos de sua resenha, (Bush, Malick, e a cena final, apesar de que vc fala dos dois lados) acho que o filme é passivel dessas interpretações todas.

O próprio Paul Thomas Anderson disse que o filme não tem "outros significados" e o único filme que realmente influenciou foi O Tesouro de Sierra Madre, e claro os de Kubrick. Porém ele mesmo disse que incoscientemente existe toda essa história por trás do clássico (já o considero tal).

Acho que vc soube pontuar isso no seu texto de uma outra forma.

 
At 3:05 PM, fevereiro 17, 2008, Blogger Otavio Almeida said...

Sim, Cassiano. Pelo menos a partir de SANGUE NEGRO.

Se o filme não tem significado nenhum além do que vemos na tela, essa minha viagem reflete o quanto o filme é grande, não? Digo: Você gostou muito. Eu também.

Agora, a obra de Paul Thomas Anderson pertence a todos nós. Não somente a ele. Eu interpreto de um jeito. Vc de outro. Mas todos nós gostamos.

Acho que os grandes filmes fazem isso com a gente. Eu vi apenas uma vez. Acredito que terei outras percepções depois. Assim como você.

Abs!

 
At 3:50 PM, fevereiro 17, 2008, Blogger Kamila said...

Otavio, ainda não assisti ao filme, mas gostei muito do texto. E eu concordo com você: os grandes filmes são aqueles que nos permitem fazer várias leituras, que vão se desnudando para nós a cada nova visita.

Espero que "Sangue Negro" apareça logo nos cinemas de Natal.

Beijos.

 
At 4:32 PM, fevereiro 17, 2008, Blogger Poetrica said...

tata, o filme tem la suas qualidades, inclusive o uso da música, mas o Lewis é um canastrão sem tamanho. Minha impresão é que nem ele acredita na atuação caricatural dele.... parece história em quadrinhos.... o filme tem muita gordura e é uma heresia usar o nome do kubrick na mesma resenha. São grandezas muito diferentes. O Thomas fez um filme de impressionar a academia, e foi bem sucedido. Um filme que fala da america, da obssessão pelo dinheiro e por um deus ligado ao dinheiro. A atuação hiperativa de Lewis é sob medida para arrancar aplausos da academia.... eu usaria menos tinta preta e mais atuação. Tem duas coisas que eu acho bacanas no filme: a misoginia que se sustenta a custa da canastrice e a trilha sonora. A cena final é muito interessante - a do boliche - mas é muito copiada do Welles... uma homenagem talvez. Gosto mais do Boogie Nghts. Mas entendo que Hollywood aposte no overlewis, que, com ou sem pé esquerdo, impressiona pelo menos pelas estripulias físicas e faciais.... faltou convidar a menina de ouro para um outro papel masculino do filme. Saudade, abraços

 
At 6:32 PM, fevereiro 17, 2008, Anonymous Denis Torres said...

Daniel Day-Lewis um canasatrão sem tamanho? Acorda Poetrica! Não acreditar na sua atuação? hahahaha Ele é um dos poucos atores que não liga para o sucesso e que só escolhe papéis que realmente despertam grande interesse e vontade de atuar, pois chega a ficar anos sem participar de nenhum filme, mostrando desprezo por muitos filmes comerciais que lhe são oferecidos. Em nenhum momento achei ele over, ao contrário, num filme que centra ao redor de seu personagem, achei ele até contido, mais do que o habitual, vide Gangues de Nova York. A cena final que vc gostou pode ser o único momento em que ele extrapole mais, porém isso é necessário já que ali ele se encontra bêbado, amargurado e rancoroso com a própria vida destrutiva ( e diria inevitável) que Plainview escolheu...Parabéns, Daniel Day-Lewis, você já tem seu lugar garantido na galeria de personagens marcantes do cinema.

 
At 6:41 PM, fevereiro 17, 2008, Anonymous Denis Torres said...

Poetrica, porém concordo com vc nas comparações a Welles ou Kubrick, que deveriam ser evitadas. Porém, o filme não deixa de ter sua grandeza própria e não fica devendo nada a ninguém. Paul Thomas Anderson fez bons filmes no passado, mas soube a hora de amadurecer e tomar novos caminhos. Não é preciso querer chocar a todos com cenas explícitas, quem é inteligente sabe que a sutileza é um recurso muito mais eficaz. Abraços.

 
At 7:33 PM, fevereiro 17, 2008, Blogger Poetrica said...

Imagino que você esteja confundindo tema com abordagem, denis. O boogie nights é muito mais sutil na abordagem, apesar de falar de um tema mais "explícito" (como você chama), do que o do filme do petróleo, que usa de todos os recursos da grandiloquência para um tema mais "sério e edificante". Creio que o amadurecimento da forma e da abordagem, no caso do Thomas, se deu ao contrário, uma vez que ele usa recursos narrativos muitos pobres neste filme - usar as datas no início de cada bloco temporal é a prova cabal do esquematismo e pobreza formal do filme.
No boggie nights há muito mais invenção, independentemente do tema. O problema do filme muito Oscarizável é esse- os produtores não aceitam ousadias narrativas, tanto que, como você sabe, os screenings antes do lançamento normalmente definem o andamento do roteiro e final. Quanto ao Daniel Day Lewis, acho a atuação dele muito over, e isso deve resultar tanto de um estilo dele como ator quanto de uma solicitação da direção do filme. Não vejo como ele poderia atuar neste filme sem esse tom over, uma vez que todo o filme é feito um tom acima. Talvez essa qualidade de História em quadrinhos, de "bigger than life" seja um propósito do filme, mas sinceramente às vezes me parece que nem ele está aguentando tanto drama e quer rir. Mesmo assim denis, se você olhar os filmes do cara, vai ver que ele é sempre mais para more do que para less.... Mas eu acho um bom filme de Oscar, embora ache que não será levado a sério pela crítica menos ligada à indústria. Mais uma vez, a música para mim é quem atua melhor neste filme!
Abraços e obrigado pela atenção às minhas observações!

 
At 7:33 PM, fevereiro 17, 2008, Blogger Poetrica said...

Imagino que você esteja confundindo tema com abordagem, denis. O boogie nights é muito mais sutil na abordagem, apesar de falar de um tema mais "explícito" (como você chama), do que o do filme do petróleo, que usa de todos os recursos da grandiloquência para um tema mais "sério e edificante". Creio que o amadurecimento da forma e da abordagem, no caso do Thomas, se deu ao contrário, uma vez que ele usa recursos narrativos muitos pobres neste filme - usar as datas no início de cada bloco temporal é a prova cabal do esquematismo e pobreza formal do filme.
No boggie nights há muito mais invenção, independentemente do tema. O problema do filme muito Oscarizável é esse- os produtores não aceitam ousadias narrativas, tanto que, como você sabe, os screenings antes do lançamento normalmente definem o andamento do roteiro e final. Quanto ao Daniel Day Lewis, acho a atuação dele muito over, e isso deve resultar tanto de um estilo dele como ator quanto de uma solicitação da direção do filme. Não vejo como ele poderia atuar neste filme sem esse tom over, uma vez que todo o filme é feito um tom acima. Talvez essa qualidade de História em quadrinhos, de "bigger than life" seja um propósito do filme, mas sinceramente às vezes me parece que nem ele está aguentando tanto drama e quer rir. Mesmo assim denis, se você olhar os filmes do cara, vai ver que ele é sempre mais para more do que para less.... Mas eu acho um bom filme de Oscar, embora ache que não será levado a sério pela crítica menos ligada à indústria. Mais uma vez, a música para mim é quem atua melhor neste filme!
Abraços e obrigado pela atenção às minhas observações!

 
At 8:01 PM, fevereiro 17, 2008, Blogger Romulo Silva said...

Verei amanhã, junto com Juno. E tenho fé que a sessão dupla vai ser melhor que Onde os fracos não têm vez.

E olhe, faz tempo que não tenho tanta expectativa, viu...

 
At 8:02 PM, fevereiro 17, 2008, Blogger Romulo Silva said...

"Agora, a obra de Paul Thomas Anderson pertence a todos nós. Não somente a ele. "

Oh meu Deus, alguém que concorda comigo!!!!

 
At 8:59 PM, fevereiro 17, 2008, Anonymous Wally said...

Esse não chegou aqui, mas adorei sua crítica. Eu ganhei os ingressos para ve-lo do site A Sala, e verei assim que estreiar, o que espero ser em breve.

Ciao!

 
At 9:40 PM, fevereiro 17, 2008, Anonymous Denis Torres said...

Poetrica, Boogie Nights é um filme sobre a indústria pornô!!! A única forma de PTA conseguir a atenção do público e mostrar algo diferente, é ser sutil e humanizar os personagens, para que assim o espectador se identifique, caso contrário ninguém daria a miníma. Qual o problema de Sangue e Petróleo seguir uma ordem cronológica? Agora todo mundo precisa usar o esquema Tarantino (para citar um diretor recente) para que o filme seja interessante? Eu também sei que o Oscar não é medidor de nada desde sua fundação, mas parece que você tem ódio dessa premiação. Sangue Negro deve levar ou não levar a maioria dos prêmios, mas mesmo assim é um filme acima da média e até ousado em seu final amargo e ateu, coisa que quase nunca vi em um filme chamado "hollywoodiano".

 
At 9:41 PM, fevereiro 17, 2008, Anonymous Denis Torres said...

"Sangue e Petróleo" foi ótima!

 
At 9:48 PM, fevereiro 17, 2008, Anonymous Denis Torres said...

A trilha sonora é ótima, um ponto em que concordo com você e já havia comentado num post anterior. Somente depois de assistir ao filme soube que ela foi feita pelo Johnny Greenwood, guitarrista do Radiohead. Em alguns momentos ela me lembra a trilha do filme O Iluminado, aquele tom de crescente loucura, não é mesmo?

 
At 10:10 PM, fevereiro 17, 2008, Blogger Pedro Henrique said...

Sangue Negro verei só quarta feira, mas quero saber uma coisa, você achou melhor que Juno?

Abraço!!!

 
At 2:31 AM, fevereiro 18, 2008, Blogger Rodrigo Fernandes said...

PTA e Day-Lewis... arrebentando em todos os festivais, premiações... to ansioso para conferir esse filme...

 
At 9:52 AM, fevereiro 18, 2008, Blogger Museu do Cinema said...

Otávio, rever esse filme já está se tornando uma urgência para mim. Não tenho duvidas que esse filme é um dos melhores filmes da humanidade, cada dia que passa mais penso nisso.

Já vi 6 filmes depois dele, e acho que verei uns 100 e Sangue Negro continuará martelando minha cabeça como a trilha sonora do filme.

 
At 10:38 AM, fevereiro 18, 2008, Blogger Otavio Almeida said...

Daniel Day-Lewis canastrão?? Essa foi forte...

Apesar de épico, não concordo que SANGUE NEGRO foi feito para impressionar a Academia. Aliás, acho que só vai ganhar o Oscar de Melhor Ator. E eu comentei as influências de Kubrick, Malick, mas escrevi que o filme tem personalidade própria... Bom...

Pedro, eu ainda não sei dizer... Prefiro dizer que se JUNO ganhar o Oscar, eu vou ficar feliz. Se SANGUE NEGRO levar, eu acharei justo.

Cassiano, preciso rever SANGUE NEGRO também. Vai que eu me deslumbrei demais e estou completamente enganado, não? Ou que o filme é o melhor da década... vai saber...

Abs!

 
At 1:00 PM, fevereiro 18, 2008, Anonymous lucas said...

Putz, estou cada vez mais ansioso para assistir esse filme, e ao contrário de alguns eu acho que PTA só melhora a cada filme, tanto que meu filme preferido dele é Embriagado de Amor.

 
At 7:23 PM, fevereiro 18, 2008, Anonymous Vinícius P. said...

Estou adorando saber que o filme é tão bom assim, não vi reação negativa até agora - ao contrário do que ocorreu com "No Country for Old Men". Inclusive também fico feliz em saber que a famosa seqüência final não é um aspecto para deixar de gostar do filme. Devo ver antes do Oscar...

 
At 10:41 PM, fevereiro 18, 2008, Blogger Weiner said...

Estou fascinado com Sangue Negro! Tudo funciona com perfeição: a direção de PTA, a trilha sonora, as atuações de Daniel Day-Lewis e Paul Dano, a fotografia, a direção de arte, o figurino... Cara, estou mesmo em estado de paixão por este filme, acaba de entrar para minha galeria de inesquecíveis...
Só não sei se gosto mais dele ou de "Atonement", que me despertou sensações parecidas.
Abraço!

 
At 4:40 PM, fevereiro 19, 2008, Blogger Otavio Almeida said...

Vinicius, acho que desta vez, vc não vai se decepcionar.

Weiner, o filme é ótimo mesmo. Eu prefiro SANGUE NEGRO a DESEJO E REPARAÇÃO...

Abs!

 
At 4:41 PM, fevereiro 19, 2008, Blogger Otavio Almeida said...

Lucas, desculpe-me, mas eu ainda não gosto dos filmes do Paul Thomas Anderson antes de SANGUE NEGRO. E não é esse filme que vai me fazer mudar de idéia.

Abs!

 
At 4:07 AM, fevereiro 20, 2008, Anonymous Barreto said...

Big O. ótima crítica!
Será que temos um favorito em comum para domingo?
Acredita que até na internet tenho limitação de tamanho? O site não permite textos maiores do que a crítica que te passei, uma pena. Está de parabéns, como sempre, meu caro! :)

Aproveitando, um trecho da entrevista do JK Simmons já está no ar, falando sobre Aranha 4. A entrevista de Juno vai ao ar essa semana, aí te mando o link.

Abraço!
Barreto
Ah.. meus favoritos vão ao ar hoje!

 
At 10:51 AM, fevereiro 20, 2008, Blogger Otavio Almeida said...

Valeu, Fabio!

Vou lá olhar o JK Simmons. E não esquece de me mandar o link depois.

Abs!

 
At 5:16 PM, abril 11, 2008, Blogger Hypado said...

O que faz do filme de PTA uma obra-prima?

Só vi um filme bom técnicamente, que tem boas atuações, um protagonista pscicopata.

O Roteiro é fraco!!!

 

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